sexta-feira, 22 de junho de 2012

Como um Grão de Areia


Um grão de areia é uma partícula mineral de origem variável disponível na natureza.
Individualmente são imperceptíveis, porém, quando agregados ocupam volumes e áreas consideráveis. Eis o foco deste trabalho:
O sucesso empresarial está no individualismo ou na coletividade?
É de conhecimento inato que grupamentos instintivamente tendem a sobrepor uma unidade isolada. Por outro lado os gestores precisam dominar a arte de agrupar seus colaboradores da forma correta e assim, empenhar as intempéries necessárias sobre cada grão de areia a fim de criar o conjunto mineral que precisa.  Em outras palavras, os grãos de areia precisam sofrer influências naturais externas como: Temperatura, umidade, pressão, altitude, abrasão, impacto e ações químicas para que os grãos se agreguem.
De forma geral, grãos de areia quando agrupados podem constituir montanhas ou dunas de areia; Ou ainda, rochas e minerais, cuja preciosidade dependerá da gestão empenhada sobre cada indivíduo. Os grãos de areia quando estão unidos formam grandes dunas, são como empresas cujo foco está somente no mercado, deixando para segundo plano a gestão individualizada sobre os recursos humanos, isto é, gestão sobre o potencial de cada grão de areia. Uma empresa cujos profissionais estão agregados formam simbolicamente uma duna, que está sujeito às variações climáticas tais como o vento e a umidade que são capazes de desagregá-las facilmente. Assim como as dunas as empresas estão sujeitas a crises em virtudes do mercado. Devido a isto se torna importante para as empresas que os gestores sejam capazes de utilizar cem por cento do potencial de cada profissional para que através do coletivo se chegue ao resultado esperado. Porém quando os gestores não atende as necessidades individuais de crescimento e também são incapazes de selecionar e utilizar a capacidade de cada profissional, envolvido na linha de produção ou serviços prestados, assim como as dunas comuns nos desertos as empresas cujos profissionais estão dispersos, sujeitos as variações climáticas que podem facilmente desagregá-los.
Por outro lado pode-se observar que grandes corporações bem sucedidas já descobriram a importância de cada vez mais envolver o colaborador nos processos da empresa e mostrá-los que as habilidades individuais quando somado ao conjunto torna a empresa bem sucedida e solidificada no mercado, e como consequência haverá um retorno para cada colaborador. Quando cada grão de areia tem suas necessidades atendidas, seu valor é evidenciado, agregando-se solidamente, constituindo rochas e minerais valiosíssimos. Uma empresa cujos profissionais estão unidos e formam rochas caracterizam-se por:
-Valorização e investimento na qualificação profissional;
-Solidez durante crises no mercado;
-Plano de carreira atrativos para os profissionais;
-A coletividade e o bem comum são extremamente valorizados.
A solidez, a firmeza, a resistência e o valor de empresas com grupamentos rochosos são inestimáveis. Com a devida gestão as rochas e minerais podem fundir-se na forma de diamantes, cristais, e pedras preciosas.
Dentro deste contexto estimula-se a valorização do ser humano inicialmente em sua individualidade com foco final no bem estar e grupamento coletivo. Em raríssimos casos a individualidade é convertida em sucesso. Por exemplo:
As pérolas são formadas quando um único grão de areia entra numa determinada espécie de ostra, irrita sua mucosa e o resultado do processo inflamatório é uma belíssima pérola. Porém, a maioria dos casos de sucesso empresarial deve-se a grupos de pessoas agregadas firmemente por gestores brilhantes. Em suma, unir grãos de areia demanda tempo, habilidade e paciência; Porém o resultado são empresas robustas e firmes como grandes formações de rochas na natureza. Vale a pena investir no valor de cada grão de areia.         
         
Autor: Alexandre Navarro                                  

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