Um grão de areia é uma partícula mineral de
origem variável disponível na natureza.
Individualmente são imperceptíveis, porém, quando agregados
ocupam volumes e áreas consideráveis. Eis o foco deste trabalho:
O sucesso empresarial está no individualismo ou na
coletividade?
É de conhecimento inato que grupamentos instintivamente
tendem a sobrepor uma unidade isolada. Por outro lado os gestores precisam
dominar a arte de agrupar seus colaboradores da forma correta e assim, empenhar
as intempéries necessárias sobre cada grão de areia a fim de criar o conjunto
mineral que precisa. Em outras palavras,
os grãos de areia precisam sofrer influências naturais externas como:
Temperatura, umidade, pressão, altitude, abrasão, impacto e ações químicas para
que os grãos se agreguem.
De forma geral, grãos de areia quando agrupados podem
constituir montanhas ou dunas de areia; Ou ainda, rochas e minerais, cuja
preciosidade dependerá da gestão empenhada sobre cada indivíduo. Os grãos de
areia quando estão unidos formam grandes dunas, são como empresas cujo foco
está somente no mercado, deixando para segundo plano a gestão individualizada
sobre os recursos humanos, isto é, gestão sobre o potencial de cada grão de
areia. Uma empresa cujos profissionais estão agregados formam simbolicamente
uma duna, que está sujeito às variações climáticas tais como o vento e a
umidade que são capazes de desagregá-las facilmente. Assim como as dunas as
empresas estão sujeitas a crises em virtudes do mercado. Devido a isto se torna
importante para as empresas que os gestores sejam capazes de utilizar cem por
cento do potencial de cada profissional para que através do coletivo se chegue
ao resultado esperado. Porém quando os gestores não atende as necessidades
individuais de crescimento e também são incapazes de selecionar e utilizar a
capacidade de cada profissional, envolvido na linha de produção ou serviços
prestados, assim como as dunas comuns nos desertos as empresas cujos
profissionais estão dispersos, sujeitos as variações climáticas que podem
facilmente desagregá-los.
Por outro lado pode-se observar que grandes corporações bem
sucedidas já descobriram a importância de cada vez mais envolver o colaborador
nos processos da empresa e mostrá-los que as habilidades individuais quando
somado ao conjunto torna a empresa bem sucedida e solidificada no mercado, e
como consequência haverá um retorno para cada colaborador. Quando cada grão de
areia tem suas necessidades atendidas, seu valor é evidenciado, agregando-se
solidamente, constituindo rochas e minerais valiosíssimos. Uma empresa cujos
profissionais estão unidos e formam rochas caracterizam-se por:
-Valorização e investimento na qualificação profissional;
-Solidez durante crises no mercado;
-Plano de carreira atrativos para os profissionais;
-A coletividade e o bem comum são extremamente valorizados.
A solidez, a firmeza, a resistência e o valor de empresas
com grupamentos rochosos são inestimáveis. Com a devida gestão as rochas e
minerais podem fundir-se na forma de diamantes, cristais, e pedras preciosas.
Dentro deste contexto estimula-se a valorização do ser
humano inicialmente em sua individualidade com foco final no bem estar e
grupamento coletivo. Em raríssimos casos a individualidade é convertida em
sucesso. Por exemplo:
As pérolas são formadas quando um único grão de areia entra
numa determinada espécie de ostra, irrita sua mucosa e o resultado do processo
inflamatório é uma belíssima pérola. Porém, a maioria dos casos de sucesso
empresarial deve-se a grupos de pessoas agregadas firmemente por gestores
brilhantes. Em suma, unir grãos de areia demanda tempo, habilidade e paciência;
Porém o resultado são empresas robustas e firmes como grandes formações de
rochas na natureza. Vale a pena investir no valor de cada grão de areia.
Autor: Alexandre Navarro

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