
Autor: Alexandre Navarro
A velocidade com que a informação se difunde afeta diretamente o resultado final da estratégia de negócios criada e desenvolvida com muito esforço.
Ouvir deixou de ser uma caracteristica intrinseca do ser humano, mas tornou-se um dom retido por poucos. A agilidade dos serviços diminuiu consideravelmente o relacionamento empresa/cliente, partindo do principio que: quanto mais comunicativo for o funcionario, mais clientes será conquistado.
Dentro deste contexto, temos grandes empreendimentos repletos de novos clientes, e repito: novos. A deteriorização do bom relacionamento pessoal deflagra uma carteira inteira de clientes fieis.
Visto que a sociedade tem se modernizado cada vez mais, levando as pessoas ao individualismo e consequentemente as carências afetivas/emocionais praticamente irreparáveis, saber ouvir um cliente tornou-se a chave mestra para abrir e manter abertas as porta de um relacionamento sustentável, estável e promissor entre empresa e clientes. Na maioria das vezes o cliente só quer ser ouvido e seus questionamentos tornam-se objetos secundários no módulo da comunicação.
Sendo assim, se temos dois canais auditivos (interno e externo), conhecidos popularmente como ouvidos; e apenas uma entrada do canal digestivo/palatar, chamado boca, naturalmente fomos configurados para ouvir duas vezes mais do que falamos.
OUVINDO, CRIANDO, FALANDO E AGINDO
Atualmente o mercado está focado em formar "comunicadores eletrônicos". São pessoas especializadas em apresentar propostas e vender produtos, porém, quando alcançam um número considerável de clientes não conseguem mantê-los. Isso acontece porque este biotipo profissional tembém é especialista em ouvir o mínimo, mecanizar o máximo e solucionar instantaneamente. Sábio aquele que diz: "o apressado come cru", ou "a pressa é inimiga da perfeição". Podem parecer ditados populares, mas comunicar rapidamente um fato não significa que a solução será a mais apropriada.
Com o crescimento de uma rede de clientes é inevitável surgirem problemas, e para que um "probleminha" não cresca e torne-se um "problemão" é necessário o desenvolvimento de algumas atribuições: ouvir, criar, falar e agir.
Assim como um médico escuta atentamente os sintomas descritos por seu paciente doente em busca de um diagnostico plausível , o empresário do século XXI deve estar atento para cada "sintoma" apresentado por seus clientes.
Escutar atentamente ativa o centro criativo no sistema nervoso central, conduzindo a soluções mais apropriadas aos padrões descritos e, posteriormente, a ações mais precisas. Com isto é possível manter a integridade da empresa e a fidelidade do cliente.
Segundo Jairo Siqueira, ouvir com atenção, interesse e respeito é uma caracteristica importante das pessoas criativas". Empresas cujos funcionários são treinados e condicionados a ouvir atenciosamente os clientes desenvolvem um espírito criativo para evitar ou solucionar grandes problemas. Logo, ter pessoas com esses atributos como aliados é garantir o sucesso do plano estratégico.
Portanto, devemos ouvir mais, pensarmos com atenção, falarmos somente o necessário e agir com prudência. Se temos dois ouvidos, porque falamos (ou agimos) tanto?
Não ponha tudo a perder!
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