texto retirado na íntegra do site: http://sociedadedenegocios.com.br/RelacionamentoPJ/home/abrirumnegocio/conheca-a-economia-criativa-que-ja-movimenta-quase-3--do-pib
Um grupo de moradores de uma cidade amazônica usa sementes para produzir acessórios.

Um grupo de moradores de uma cidade amazônica usa sementes para produzir acessórios que serão, depois, vendidos aos turistas. Uma empresa de tecnologia elabora um produto que, além de revolucionário, é simples e funcional. As duas situações estão inseridas em um segmento da economia que vem sendo cada vez mais valorizado no mundo todo: o da criatividade.
A economia criativa é aquela que usa, como o próprio nome diz, a criatividade como principal diferencial. Ela é baseada no valor da ideia que gerou um produto ou serviço, indo além da tecnologia usada na criação ou na habilidade técnica dos funcionários, por exemplo.
Entre os setores diretamente vinculados a esse segmento estão moda, design, arquitetura, propaganda e arte. Indústrias tradicionais que se valem da criatividade de seus funcionários para criar produtos ou mudar processos produtivos também podem ser incluídas nessa lista.
Setor cresce 6,3% ao ano
No Brasil, o tamanho desse segmento, constituído predominantemente por pequenas e médias empresas, ainda é difícil de ser mensurado. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os setores criativos movimentaram, em 2010, R$ 104,37 bilhões no Brasil, o que corresponde a 2,84% do PIB (Produto Interno Bruto).
O setor vem crescendo a uma taxa média 6,3% nos últimos cinco anos. É mais do que a média de crescimento do próprio PIB, de 4,3%. Mas, como os dados se referem apenas a empresas formais, os números podem ser bem maiores.
Transformando criatividade em negócio
No ano passado, o potencial desse segmento resultou na criação da Secretaria da Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura. O maior desafio agora, dizem os especialistas, é formar empreendedores capazes de transformar a criatividade em negócio.
“Para aproveitar ao máximo a criatividade das pessoas, é preciso colocar uma estratégia em prática. Isso exige planejamento, investimento em empreendedorismo e capacitação, além de acesso a financiamento”, diz ao Portal Sociedade de Negócios Ana Carla Fonseca, sócia-diretora da consultoria Garimpo de Soluções e especialista em economia criativa.
Ela diz que a criatividade deve ser estimulada não só na criação de produtos e serviços, mas também no desenvolvimento de processos produtivos diferenciados, que possam gerar economia para a empresa. “É preciso investigar novos modelos de colaboração e trabalho, ou seja, colocar a criatividade para funcionar também no próprio negócio.”
Empreendedor precisa saber enxergar oportunidades
Empreendedor precisa saber enxergar oportunidades
Treinar empreendedores para enxergar potencial criativo em seus produtos e funcionários é outra necessidade. “O Brasil é muito rico em possibilidades para a economia criativa. Mas o empreendedor precisa estar preparado para enxergá-las. Para isso, é preciso educação”, afirma Cláudio Gonçalves, professor de MBA em Gestão de Riscos da Trevisan Escola de Negócios.
Gonçalves cita como exemplos os trabalhos feitos por cooperativas de trabalhadores em pequenas cidades do Pará, do Amazonas e do Acre, que transformam matéria-prima regional em produtos, com cosméticos e acessórios. “Essas iniciativas só vão gerar valor e emprego se houver um empreendedor por trás delas.”
Para o professor Wesley Mendes da Silva, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP/FGV), é preciso ainda treinamento adequado. “Iniciativas pontuais são louváveis, mas não é a partir disso que se constrói uma economia forte. A criatividade e a inovação dependem também do domínio da tecnologia”, defende.
Fonte: Portal Sociedade de Negócios
Nenhum comentário:
Postar um comentário